sábado, 5 de novembro de 2011

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Essa questão pode ser analisada a partir de três pontos: O sistema de avaliação tradicional, classificatório, assegura um ensino de qualidade? A manutenção das provas e notas é garantia do efetivo acompanhamento dos alunos no seu processo de aprendizagem? O sucesso de um aluno na escola tradicional representa o seu desenvolvimento máximo possível? (HOFFMAN, 2006, p.12)
A primeira pergunta refere-se à crença no sistema tradicional de avaliação, que enfatiza uma escola elitista, alicerçada no capitalismo, que se baseia em um sistema classificatório e que por alguns ainda é enxergada como responsável por um ensino de qualidade, chegando muitas vezes a repreender o aluno e ate mesmo a reprová-lo, descartando assim a realidade do aluno e chegando muitas vezes a afastá-lo da escola, resultando assim em um grande numero de repetência e evasão escolar no ensino público, evasão essa que resulta numa séria dificuldade no acesso escolar a séries mais avançadas para alguns alunos. Segundo a autora:
“... a escola brasileira tem sido pródiga em construir barreiras para que tal acesso não ocorra, seja qual for a perspectiva em que se venha a analisá-lo. A maioria das escolas públicas apresenta o mesmo panorama: Muitas turmas, de muitas crianças, nas primeiras séries do Ensino Fundamental; turmas únicas, de poucos alunos, nas 8ªs séries.” (HOFFMAN, 2006, p. 13)
A segunda pergunta é referente à metodologia tradicional de aplicação de provas e atribuição de notas adotadas pelas escolas, e o modo como alguns professores se refugiam nesses métodos para desenvolver seu trabalho. Os professores, muitas vezes, preocupam-se apenas em aplicar provas e testes, sem antes, ao menos, entender o significado que a avaliação possui. A autora relata que “... Os educadores em geral, discutem muito “como fazer a avaliação” e sugerem metodologias diversas, antes, entretanto, de compreender “verdadeiramente o sentido da avaliação na escola””. (HOFFMAN, 2006, p. 17)

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